Em Busca do Mestre

Paulo Alves de Godoy

Para fazer com que Jesus Cristo faça morada em nossos corações, não basta rezar nesta ou naquela postura, ou com este ou aquele timbre de voz. É imperioso que os seus ensinamentos sejam sempre a norma do nosso proceder.

Para tanto, torna-se necessária a observância de determinadas regras, tais como:

- Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos;

- Se não pudermos perdoar os nossos desafetos setenta vezes sete vezes, conforme preceituou Jesus, façamos o possível para perdoá-los pelo menos uma só vez;

- Devemos proceder como o Cireneu, ajudando os nossos irmãos a suportar o peso de suas cruzes;

- Devemos buscar o Reino dos Céus e sua Justiça para que tudo nos seja acrescentado;

- Devemos socorrer os necessitados, tomando como exemplo a parábola do Bom Samaritano;

- Qualquer que seja o julgamento, jamais devemos atirar a primeira pedra;

- Devemos dar a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César;

- Conforme recomendou Jesus, jamais devemos revidar o mal com o mal. Devemos oferecer a outra face àquele que nos bater numa delas;

- Jamais devemos evidenciar as faltas dos nossos irmãos;

- É fundamental não proceder como os mercadores do Templo, negociando com as coisas de Deus;

- Cumpre amparar e proteger os alquebrados da alma, os pobres e os atrofiados;

- É indispensável agir como o Filho Pródigo da parábola, mantendo o amor aos nossos pais;

- Devemos nos converter ao Cristo, da forma incondicional como o fizeram Maria Madalena e Maria de Betânia;

- Lembremo-nos de que Jesus nasceu num Estábulo de Bethlém e teve como berço uma manjedoura, a fim de demonstrar que o maior dentre os Espíritos, que já baixaram à Terra, nasceu numa cidade sem qualquer expressão;

- Jesus nos ensinou que a árvore boa produz bons frutos e a árvore má produz maus frutos, fazendo alusão aos homens;

- O Mestre nos ensinou que o ideal é que um dia haja um só rebanho e um só pastor. As ovelhas serão os seres humanos e o Pastor será Jesus Cristo, e ele não quer que nenhuma ovelha se perca.

(Jornal Mundo Espírita de Outubro de 1997)