Para evangelizar...

Jaime Gilberto Rosa

de Ribeirão Preto, SP

Quem trabalha com a Evangelização Infantil, precisa estar consciente de que muitas vezes, ao entrar em aula com o tema cuidadosamente preparado surge um fato, acontece uma situação, uma pergunta onde o Evangelizador precisa mudar o rumo daquilo que estava planejado.

O que fazer? Como fazer? Deixar o fato surgido de lado? Ignorar? Prosseguir na aula preparada para não alterar a programação? Discutir o assunto, inserindo-o de improviso na aula? E se não for possível esse encaixe?

Recorde-se que: todo planejamento/programação deve ser flexível; nenhum questionamento deve ficar sem a atenção da reflexão na busca da resposta; que toda programação deve conter, possuir espaço, permitindo que um assunto novo, seja quando necessário, inserido.

Ainda, - a criança ao trazer o questionamento, a pergunta, o faz, por sentir-se em meio amigo onde participam de ideais comuns na confiança que têm no Evangelizador.

Logo, é o momento propício que se abre para que, o Evangelizador, ouça a opinião dos outros, percebendo o que o grupo pensa. Coordenando idéias, manifestando-se à luz da Doutrina Espírita, levá-los a perceber que sempre há maneiras de se lidar com dificuldades ou problemas, que à primeira vista até nos parece sem solução, mas que, ao cabo das reflexões abertas, fraternas e honestas, tudo, pode ficar mais ameno.

Quando nos dispomos a ensinar algo, no caso, Evangelizar, não esquecer que o maior beneficiado é o Evangelizador onde sempre que conseguir que o evangelizando participe, falando de suas impressões, dúvidas, o estudo será mais dinâmico, interessante, fluindo o tempo de maneira produtiva, gostosa.

Ao Evangelizador conhecer Espiritismo, sim, mas deve ser aberto à Vida, aos conhecimentos de modo geral, aos fatos do dia-a-dia, ao momento que nos envolve, para, no preparo contínuo melhor poder trabalhar ensinando com Jesus.

(Jornal Verdade e Luz Nº 179 de Dezembro de 2000)